Esse sou eu

Bom, eu confesso já ter começado e parado de escrever este texto uma infinidade de vezes ao longo dos anos, afinal, nunca é tarefa fácil você falar sobre si mesmo.

Enfim, o meu nome é Leonardo, estou prestes a completar 32 anos e acredito que agora me sinto pronto para enfim terminar este conteúdo pra mostrar um pouco mais de como eu sou. Pra quem? Talvez para mim mesmo, pois acredito que será no mínimo interessante ver as mudanças que vão ocorrer com o passar dos anos.

Eu sou natural do interior do Rio de Janeiro e hoje moro em Curitiba. É engraçado ver como as pessoas de fora pensam que o estado Fluminense é uma coisa só e que todo mundo vindo de lá deve falar igual ao Evandro Mesquita.  

Falando ainda no Rio de Janeiro, já morei em diversas cidades do estado mas nunca na capital e isso nunca me fez falta alguma, inclusive, se tem algo que eu não tenho vontade de fazer na vida é morar no berço dos cariocas, apesar de reconhecer que a cidade tem uma energia própria e um povo pra lá de querido, coisa que não se encontra em nenhum outro local do Brasil. 

Em Curitiba, encontrei, por ora, o meu lugar. A identificação e adaptação à cidade surpreenderam até mesmo a mim. O clima aqui é frio (e eu adoro isso) e isso se reflete no povo local, que é tão gelado quanto os invernos que temos por aqui (ah, existem exceções, obviamente).

Como já era de se esperar, prefiro frio ao calor. Acho que pessoas que gostam de calor e são felizes nele precisam ser estudadas, pois não vejo motivo algum pra sorrir quando sinto que estou derretendo e suando feito um porco. O clima quente só é gostoso quando se está na praia ou na beira de uma piscina, preferencialmente tomando uma cerveja ou água de coco. 

Prefiro piscina à praia pelos simples fatos de piscinas não terem areia e por também por eu não saber nadar muito bem, apesar de me virar com o básico.

Morro de medo do mar, apesar de sempre ter tido vontade de fazer um cruzeiro. 

Viajar é uma das minhas maiores paixões, principalmente as de carro. Carro, aliás, que foi uma fobia minha durante exatos 9 anos, tempo que levei entre tirar minha primeira habilitação e de fato começar a dirigir. Um dos arrependimentos que tenho na vida é o de ter levado todo esse tempo pra perder o medo de guiar um veículo.

Eu sou uma pessoa extremamente contraditória e que muda de opinião quase toda hora. É muito fácil me influenciar, assim como tenho facilidade de influenciar os outros. 

Sofri muito de timidez ao longo dos anos, hoje estou um pouco melhor, apesar de continuar sendo tímido. Sou bem calmo e quieto, apesar de viver com minha cabeça à mil por hora. 

Falo pouco e digito igual um tagarela. Aliás, entre as ligações telefônicas e as mensagens de texto, as mensagens serão sempre a primeira, segunda e terceira opções. 

Sou bem humorado, estou sempre brincando com tudo e todos, tenho um sorriso que é uma marca registrada minha e valorizo demais o bom humor. 

Tenho seríssimos problemas de autoestima e de confiança, mas disfarço isso na forma de zoeira e de "autobullying". Não me considero acima da média em absolutamente nada do que faço e isso por vezes me faz pirar antes de dormir. 

Meu sorriso é a única coisa no meu corpo que eu considero realmente bonita, o resto não. Não me acho uma pessoa feia, mas também acho que passo longe de ser bonito, resumindo, acho que sou aquele cara que passa batido no meio da multidão.

Meu cabelo é liso mas engana, costumo chamá-lo de "falso bom", uma vez que só consigo dar jeito nele quando está molhado. Falando em cabelo, ele anda caindo na mesma proporção com que minha barriga cresce e isso me dá mil tipos de medo pensando no que posso ver no espelho daqui há alguns anos.

Tenho um gosto musical muito peculiar, gosto bastante de rock e suas vertentes, mas não consigo esconder de ninguém que eu adoro as boy bands e os grupos de pagode dos anos 90. 

Eu já quis ser um Backstreet Boy. Apesar disso, o meu CD preferido dessa época é o primeiro do Westlife, álbum inclusive que tenho baixado no meu celular e adoro ouvir quando estou sozinho.

Hoje eu um sou baixista que arranha no backing vocal, porém o instrumento nunca foi minha primeira opção quando comecei a tocar. Ingressei na música e já quis montar uma banda, então tive que decidir qual rumo seguir. 

A bateria, minha preferência na época, era muito cara e eu estava para me mudar para um apartamento, logo ela foi vetada. Pensei, então, em ser guitarrista, mas já conhecia vários caras que tocavam guitarra e isso dificultaria minha busca por um grupo. Na sequência cogitei ser vocalista mas nunca tive uma voz boa para tal (e essa parte em específico me frustra até hoje). Sobrou, então, o baixo. 

Passei por diversas bandas, já estive perto de fazer o que muitos consideram sucesso e me meti em muitas, mas muitas furadas mesmo! A vida de músico passa longe do glamour que todos imaginam, mas é extremamente gratificante quando se sobe em um palco.

Eu componho, gosto muito das minhas músicas, mas morro de vergonha de mostrá-las pra alguém por não saber cantar direito. Apesar disso, sinto vontade de grava-las por conta, em um estúdio legal, com boa produção e comigo mesmo nos vocais. Será algo que, se sair do papel, provavelmente não será divulgado pra quase ninguém.

Apesar do sonho e da paixão pela música, o que eu mais amo fazer na vida mesmo é jogar futebol. Já fui um bom goleiro, e hoje nada mais sou do que o cara gordo que é amigo da galera. Me machuquei serio no joelho em agosto desse ano e algo dentro de mim diz que nunca mais vou conseguir voltar aos gramados da mesma forma que antes. Isso é triste. 

Ainda no campo futebol, eu sou torcedor do Flamengo aqui e em qualquer lugar do planeta. Acho que todo mundo, independente por qual time torça, deveria ir pelo menos uma vez na vida ao Maracanã assistir uma partida do rubro-negro.

Perdi meu pai aos 16 anos e sinto falta dele até hoje. Apesar de ser a ordem natural da vida, a gente nunca está preparado para isso. Ele foi um cara incrível, lembrado até os dias atuais e, apesar de eu não gostar muito da minha própria aparência, me sinto muito lisonjeado de ser extremamente parecido com ele. A paixão pela música, pelo futebol e por muitas outras coisas da vida eu herdei dele.

Minha mãe ainda é viva. A amo muito mas sinto que não dou o devido valor e carinho que ela merece. O dia em que ela partir, com certeza boa parte das lágrimas que vou derramar serão de consciência pesada por não passado mais tempo com ela ou demonstrado mais carinho.

Tenho uma irmã que é minha melhor amiga e uma das pessoas mais amo. Ela, apesar de morar há quase um continente inteiro de distância, é uma das pessoas mais presentes na minha vida e, com certeza, a única que sabe de praticamente todos os meus segredos.

Já fui casado durante muitos anos, traí, fui traído e me divorciei. Nessa ordem. No geral, foi uma experiência que me fez crescer e amadurecer demais mas que não quero repetir. Aliás, não consigo ouvir a palavra casamento sem ter mil tipo de arrepios ou sem dar aquele sorriso amarelo.

Sou completamente apaixonado por crianças, não tenho filhos, mas sonho com a paternidade.

Namoro, estou apaixonado e amando como talvez nunca tenha amado na vida. 

Minha namorada sonha em casar e se refere a mim como marido. Vivemos um relacionamento que pode ser resumido na palavra intensidade. Moramos juntos, ela me faz muito feliz e vejo nela a pessoa que vai ser mãe dos meus filhos e com quem quero dividir o tempo que me resta.

Muito por isso, alguns dos nossos amigos em comum perguntam quando vamos casar e, devido a tudo o que passei, sempre finjo demência quando o assunto é mencionado. Me sinto super mal comigo mesmo toda vez que isso acontece, pois é um sentimento contraditório, perto de tudo o que sinto por ela.

Aliás, eu queria saber por que diabos toda mulher sonha em casar... acho que vou morrer sem entender isso.

Sou uma pessoa extremamente curiosa e daqueles que costuma achar o que procura. Nem sempre isso é bom. 

Stalkear é comigo mesmo, criar teorias loucas e me sentir péssimo por isso também. Porém esse tipo de coisa eu costumo guardar pra mim, 

Costumo internalizar demais as coisas. Isso me deixa em um nível de estresse absurdo e faz com que eu sofra com dores de cabeças horríveis quase que diariamente.

Gosto de conversar sobre tudo e costumo ser desprovido de filtros na hora de falar, principalmente quando me pedem uma opinião. Sou extremamente sincero e isso costuma incomodar ou mesmo magoar muita gente, mas nunca faço por mal.

Tenho um bom coração. Costumo achar que todo mundo é legal e digno de confiança até que me provem o contrário.

Geralmente entre me vingar ou perdoar, opto por perdoar, apesar de fazer bonito quando resolvo me vingar, rsrs.

Sou extremamente exagerado em quase tudo o que faço. Costumo ver e externalizar as coisas com um tamanho mil vezes maior do que realmente são. 

Moderação não é o meu forte, tanto para comida quanto para bebida.

Eu fumo e não me orgulho disso. Pretendo parar mas sei que não vai ser fácil. Estipulei o dia 22 de dezembro como o derradeiro, mas sei que muito provavelmente eu vou ter várias recaídas até conseguir, de fato, parar. Sim, é triste e horrível mas eu gosto muito de fumar!

Maconha já tentei algumas vezes e não me conquistou, apesar de ter achado, no geral, a sensação de estar chapado muito boa! rsrs

Não gosto de discutir política e respeito todas as opiniões, desde que não partam pra ofensa.

Nos padrões atuais, seria considerado um cara de direita.

Fui criado católico mas acredito um pouco em tudo e um pouco em nada. Simpatizo bastante com o espiritismo, ao mesmo tempo em que acho que sou um pouco ateu

Detesto ir à igreja e acredito que as nossas ações com o próximo dizem bem mais sobre nós do que o local que frequentamos. 

Adoro animais, sobretudo cachorros. Não consigo compreender como existem seres humanos capazes de fazer mal aos bichos.

Sou completamente apaixonado por coxinhas e acho que fruta não é sobremesa.

Eu não como praticamente nada de salada, inclusive se eu estive num buffet, passo batido por elas e vou direto ao que interessa.

Gosto muito de ambos, mas prefiro sushi ao churrasco. 

Azeitona é algo que não deveria existir.

Acho suco bem mais gostoso, mas consumo beber mais refrigerante pela praticidade de abrir e fechar a garrafa sem ter que preparar nada e ter louça pra lavar.

Aliás, falando em louça, eu ODEIO qualquer tipo de afazer doméstico e cozinho mal pra caralho.

Sou gordo e não gosto nem um pouco de ser. Porém, quando lembro que para emagrecer eu tenho que fazer exercício e comer direito, eu prefiro pagar o preço de ter um corpo horrível mesmo.

Tenho muita preguiça de academia e de pessoas fitness. 

Apesar do meu tamanho, costumo me sensibilizar com alguma facilidade, ao mesmo tempo em que é extremamente difícil me fazer chorar.

Sobre isso, comigo é 8 ou 80, ou sou um coração mole como manteiga derretida ou sou frio como um iceberg. Não há meio termo.

Sou muito teimoso e orgulhoso e às vezes peço desculpas apenas para encerrar uma discussão, não porque acho que a outra parte está certa.

Triste admitir, mas sou dotado de hipocrisia. Costumo diminuir muito os meus próprios erros e aumentar, às vezes em graus desproporcionais, o erro do próximo. Isso é um defeito grave!

Trabalho para viver, e não pretendo nunca viver pra trabalhar. A vida é muito mais do que ir pra empresa, bater ponto e receber o salário no final do mês.

Sou preguiçoso pra caralho e sinto pena de pessoas workaholic.

Enfim, acho que por ora é isso. 

Esse é o Leonardo do dia 04/12/2018. Pode ser que o próximo que voltar aqui para escrever seja completamente diferente.

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